Minhas Reflexões

Os pensamentos afloram mágicamente.
Sem saber como, ora estamos ligados a uma situação, ora a um lugar, a uma pessoa, a um desejo, a mil e uma coisas…. Sei lá.
Passamos de um pensamento, de uma imagem para outra em nano-segundos, inconscientemente. Este é na realidade o modo mais rápido de se viajar.
Se é boa, ou má, a viagem isso já tem a ver com o motorista, com o guia - Nós Próprios. Levantamos voo para o pensamento mais paradisíaco ou para o mais infernal, consoante o nosso interior. Consoante está sujo ou limpo, com luz ou nas trevas, paralizado ou relaxado.
E sejamos sinceros, mais depressa preparamos as viagens exteriores, que as viagens interiores. Há que nos analisarmos constantemente, prestarmos atenção aos nossos pensamentos, palavras e atitudes. Lembrai-vos do: Orai e Vigiai.
Assim, e para uma melhor e mais confortável viagem, para um mais agradável vaguear, flutuar entre os nossos pensamentos é melhor começarmos a Cura Interior. Tratar o que em nós está negativado. Desde memórias, desde crenças, ideias que nos esculpiram as atitudes e os comportamentos que nos moveram e movem e que criaram em nós padrões.
Alguns padrões são destruidores. E não nos apercebemos, porque não paramos, não nos viramos para nós, não falamos connosco, não nos tentamos ver de fora e com isenção. Temos que ser os nossos primeiros criticos e julgadores, não de forma carrasca, castradora e castigadora. Mas de forma firme, clara, lúcida e amorosa.
É uma grande verdade que todos sabemos que percorrer o mesmo caminho, seja ele mental, espiritual, fiso ou emocional, leva sempre aos mesmos resultados, bons ou maus, mas ainda assim teimamos em fazer e percorrer o mesmo ou mesmos caminhos na hora da dor.
Porquê? Seremos robôs? Preguiçosos ou atrasados????!!!!
Quando a vida nao corre bem, quando algo de menos positivo, de menos bom acontece (nao falo dos inevitáveis imprevistos) em primeiro lugar há que Parar! Ponto.
Parar e perguntar-nos da nossa responsabilidade na origem do problema, da situação, do acontecimento. Qual é ela? Se for precisam escrevam. É duro, mas faz-nos encarar o “touro de frente”. Admitamo-la para nós, os outros não interessam, muito embora ponhamos sempre a responsabilidade nos outros. Isso é fácil e escusamos de nos dar ao trabalho de mudar:  “Que chatice, era agora o que faltava eu assumir qualquer responsabilidade sobre isto. Eu é que sou a vitimima, gritamos nós aos sete ventos” - é o que pensamos e dizemos.
Pois é, mas assim a viagem vais ter mais, muito mais problemas e obstáculos.
Porquanto normalmente fomos nós que demos azo ao surgimento dos problemas.
Em segundo, depois de ver o que contribuimos para aquela situação, qual a nossa cota parte de responsabilidade, devemos apreender a lição, aprender com o erro.
É fundamental e necessário trabalharmos o nosso pensamento, comportamento, compreendendo o nosso lado “negro”, os nossos defeitos, aceitá-lo mas fazer que esse lado, mandado e modelado pelo Ego não nos domine, controle e seja o nosso Eu. Aceitá-lo sim, mas sempre com a responsabilidade de fazer o que achamos que é o certo, agindo com correcção, amor e respeito por nós, pelos outros e pelo mundo.
A prática de qualquer coisa é que nos fortalece e nos faz bons, muito bons: na matemática, no desporto, na partilha, e no nosso EU. Temos que praticar, e isso é olhando para nós, para dentro não com o Ego mas com o Coração. Aprendermos a estar conscientes das nossas atitudes. Estar consciente a todo o momento é fundamente. Consciente de nós.
Assim, perante os problemas há que encará-los como situações de aprendizagem que ali estão para nos melhorarmos, pelo menos assim há que ver, pois perante o leite derramado não vale a pena chorar. Temos que olhar as situações de frente, com responsabilidade, pensamento positivo e consciente.
Seguidamente Pensar em que é que aquele problema/situação, apesar de negativa, nos pode beneficiar no futuro!? Tentar retirar elementos em nosso proveito, só isso dá imediatamente alivio, conforto e outra disponibilidade mental e emocional para nos surgirem novas soluções. Para vermos e enveredarmos por novos caminhos. É a tentar a tal frase; "há males que vêem por bem".
VIAJE por Terra ou AR, Aqui ou noutra Dimensão mas com conforto, bem-estar e de preferencia com a Energia que nos faz Sorrir, ainda que a viagem seja feita sentado na cadeira lá de casa.
RS
Lxa, 02/04/2014